sábado, 27 de novembro de 2010

Mãe, eu quero nascer....

  Mamãe, sem pensar que poderias ser minha mãe tiveste um romance proibido. Mamãe sabes que naquela hora de amor e sexo entre vocês dois eu fui concebido em teu ventre. Tu, mamãe, não sabias e nem imaginavas que eu tivesse sido concebido em teu seio naquele romance proibido, eu estava feliz por ter-te como minha mãe.
  Eu não me sentia envergonhado por saber, que era solteira, meu coração batia de alegria porque um dia eu teria uma mãe para amar, acaríciar, adorar. Eu iria, um dia fazer-te feliz, iria sorrir para ti, iria beijar teu rosto, teus lábios, tuas mãos, eu seria teu orgulho, eu iria gostar muito de você. Um dia, triste dia, você começaste a ficar preocupada, ficaste triste ao recordar teu romance. Sentistes que estavas grávida e eras solteira, eu fiquei muito triste porque senti que não me querias, senti que querias me abortar.
  Chorei amargamente em teu seio, mas não me quiseste ouvir e abafaste meu pranto inocente com tua idéia criminosa de aborto. Juntei minhas mãozinhas e ajoelhado no ventre, supliquei e implorei pelo direito de nascer como tu nasceste um dia. Eu queria nascer e viver, iria perdoar-te por seres mãe solteira, iria amar-te, assim como eras, implorei pelo direito à vida.
  Mamãe não me mates, por favor! Mamãe não queiras ser criminosa como tantas outras tirando a vida de um inocente indefeso, não tenho culpa por ter sido concebido num momento de impulso. Eu quero nascer e viver, quero ser teu filho, embora solteira te quero por minha mãe. Mamãe não me mates.
  Mas um dia saístes de casa e percebi que teus passos criminosos te conduziam a um consultório médico para me abortar. Ouvi o diálogo com o médico assassino. Senti que me tinhas rejeitado, que não me querias, que não me querias ver nascer, senti raiva, ódio de ti porque era solteira e estava grávida e eu ia nascer, ficaste preocupada com tua honra diante de teus pais e amigos.  Mamãe, eu não pedi para nascer. Não pedi que me fizesse num romance proibido no qual perdeste tua virgindade .
  Mamãe que desonra seres agora tão criminosa e tão covarde. Mamãe percebi que na sala do médico tiraste a roupa e deitaste na mesa do consultório. Percebi o barulho de instrumentos criminosos que iriam me matar. Chorei, gritei por socorro. Mamãe não me mates, sou inocente; mas prisioneiro de teu ventre. Não me quiseste ouvir e me condenaste à morte. Estremeci de dor e morri!
  Mamãe por causa de um momento de prazer, agora tu és criminosa; serei para ti pelo resto de tua vida uma marca negra que irá martirizar tua consciência. Meu carinho, meu amor farão falta a ti e a meus futuros irmãos. Eu podia te dar Amor e Carinho e diminuir o mundo de teus males e sofrimentos; e tu não me permitiste, Preferis-te condenar-me à morte covadermente, ainda quando estava em teu ventre.
  Meu sangue inocente derramado no teu seio, sem me teres dado o direito de ver a luz do dia, será motivo de remorço por causa de sua decisão covarde e criminosa de me abortar. Mamãe, assim mesmo te perdoo e deixo para ti um beijinho marcado com o sinal do meu sangue inocente que foi derramado em teu seio.
  Mamãe, rezo e espero por ti para te ver, beijar-te e abraçar-te embora um dia rejeitaste meu beijo e abraço.
                                   Adeus, mamãe!